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Texto: Viviane Guimarães
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É com grande satisfação que começo a relatar uma experiência interessante que vivi.
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Pois bem, a concentração do passeio se deu em um lugar que, particularmente, acho maravilhoso, entre a casa de Banhos e o pátio de esculturas de Brennand.
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Ali naquela área onde o passeio começou, tudo estava tranqüilo, vista linda, o colorido dos caiaques, a empolgação dos participantes, tudo perfeito para uma expectadora.
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Vi tanta beleza, tantos prédios lindos, mas ao mesmo tempo, vi tanta sujeira, tanto desrespeito, tantas latinhas, sacos plásticos e outros lixos boiando no nosso rio, isso sem contar o esgoto, que deveria ser tratado pela nossa companhia de águas e esgotos sendo jogado “in natura” no nosso rio.
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Lembro-me bem quando o grupo chegava ao centro, perto do teatro Santa Izabel, onde os participantes ergueram os remos, festejando aquele passeio. Foi lindo demais observar aquela integração homem x natureza. |
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No “centrão” do Recife, outra observação interessante. Enquanto via e vivia a agitação das pessoas indo e vindo pelas ruas, o grupo demonstrava paz, navegando tranqüilo naquele rio lindo e poluído. |
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O finalzinho, que terminou na ponte da Ilha do Retiro, não pude acompanhar, mas tive a oportunidade de ver pelas fotos. O passeio cortou uma das grandes favelas de nossa cidade dando a real dimensão da poluição e do que é viver, tendo-a como vizinha. |
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É muita sujeira, é muito desrespeito com a natureza e com nosso semelhante, que vive numa condição de vida assim. |
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Claro que a situação é muito mais complexa do que parece e não tenho objetivo de discuti-la aqui, mas gostaria de contribuir de alguma forma com a preservação da natureza e, encontrei aqui neste relato, a chance de expor esses sentimentos. |
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Finalmente, deixo uma reflexão:
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