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Texto: A.C.Cravo
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Para os não iniciados neste tipo de aventura ela pode até mesmo não ter graça nenhuma, principalmente agora em época de passagens aéreas mais baratas quando aparentemente não existe a necessidade de se viajar vinte e quatro horas dentro de um ônibus.
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Tudo bem, pena que ainda não construíram um aeroporto em Fio Velasco, sabem onde fica?
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Alguns companheiros optaram por fazer a viagem de avião até Brasília onde se reuniram conosco e seguimos viagem todos juntos.
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A foz do Rio Cristalino afluente da margem esquerda do Rio Araguaia dista algo como 59 quilômetros de Fio Velasco, distância percorrida em mais ou menos duas horas de navegação, o mais ou menos se justifica pelas modificações no leito do Rio Araguaia em função do nível de suas águas, ora permitindo navegação mais fácil ora tornando-a um ziguezaguear constante contornando baixios e corredeiras.
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Lagos do Cristalino |
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Para nós a chegada à Pousada Pescador foi logo seguida pela arrumação (ou desarrumação) da tralha no quarto, mas o fato é que logo depois de um apressado almoço saímos para um reconhecimento do “gramado” certos de que na verdade o jogo começaria realmente no domingo e realizado em dez tempos até a próxima quinta-feira, numa rotina diária que abrangeria: |
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Acordar às 05.30h
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Não vai passar |
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Passou |
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E assim, e embora acreditem bastante preocupados com a situação vigente no país e principalmente com a do recém desempregado Dunga íamos aqui e ali lançando as nossas iscas ferrando Corvinas (Pescadas do Piauí), Tucunarés e Aruanãs, quando nos lagos e Apapas, Mandubés e Barbados quando nas corredeiras do Rio Araguaia. |
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À noite na varanda, durante a seção etílica as capturas eram comentadas e depois do jantar como cansados argonautas jogávamos o “esqueleto” na cama para mais uma noite mal dormida recheada de esperanças e desejos de que o dia seguinte fosse melhor, o que na verdade às vezes acontecia se não pela melhoria no tamanho dos exemplares, em alguns lugares pela quantidade destes. |
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Pude até “Flaisar” vários deles fugindo do binômio molinete/carretilha e só quem faz ou fez isso sabe do enorme prazer que é “trabalhar” um peixe grande numa vara fina e flectível como normalmente são as varas de fly, soltando e recolhendo a linha com as mãos, numa verdadeira pescaria caipira. |
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Tudo isto sem falar nas exuberantes demonstrações as natureza a toda hora nos surpreendendo com a sua fauna e a sua flora. |
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E aí, como foram as pescarias vocês devem estar se perguntando, melhor do que falar delas e mostrar as fotos. |
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Piranhas alimentando-se de restos de peixe.
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Obrigado pela paciência! |
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